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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vantagens e desvantagens da Tecnologia 3D, em televisores

Texto: iel barbosa
A tecnologia 3D em televisores chega ao mercado trazendo com ela leveza na TV, economia de energia e uma linha de TV extremamente fina. Terceira Dimensão, coisa nova e empolgante, leva você a um nível cada vez mais próximo da realidade. Tecnologia que parece estar caminhado para se tornar a nova febre no mundo do entretenimento.
Imagens que chegam até você
Essa forma de transmissão tele transmitida por dois sinais de vídeo, ou seja, são duas câmeras gravando todo tipo de movimento para cada cena, exige que a pessoa tenha óculos especiais para visualizar a imagem 3D. Por conta disso é que temos a sensação de ver coisas saltando pela TV, chamado assim 3D (terceira dimensão).
O promotor de uma fabricante de TV, Dhiêgo Hasselmann, fala que “é importante saber que a comodidade em assistir 3D já não se apega para os que assistem deitados na cama ou no sofá, a imagem não aparece nitidamente, de acordo com o ângulo que se encontra a pessoa, a imagem fica desfocada e escura”. Completa ainda dando uma dica. “Para focar a imagem com perfeição e qualidade é necessário o rosto está nivelado com a tela”, explica.
Mercado aquecido e muitos já viram a primeira copa em terceira dimensão, clientes que possuem a TV, aguardam ansiosos para que os produtores de entretenimento aumentem a produção de filmes, desenhos e até mesmo comercias.
Rose Santos não muito contente com o preço alto das tv’s e sem programação que ofereça a tecnologia oferecida, reclama. “Poxa é uma pena que ainda não tenha desenhos, filmes em TV aberta e nem por assinatura com a tecnologia 3D, a gente fica na expectativa né (sic) esperando produtores e diretores criar os desenhos e filmes para poder assistir em casa”.
3D, mais que uma imagem. Sensação
Já se imaginou você dentro de um modelo novo de um carro, ou em cima de uma moto que não terá jamais o prazer de pilotar e por um simples comercial se sentir pilotando?

Pois é, a idéia chega com mais força, o produto se encontra nas lojas, o consumismo cresce, porém vinculado a ele o conteúdo transmitido, terceira dimensão, deixa a desejar por conta dos valores altos, ofertados pela produção.

O custo muito alto e ainda não trará benefício de imediato, por conta dos programas que não são transmitidos em tridimensão, além disso, os fabricantes alertam sobre o novo sistema, que não deverá ultrapassar duas horas por dia para assistir. Há casos na china, por exemplo, onde pessoas com possíveis dores de cabeça e tonturas, tais desconfortos, devido ao cérebro fazer esforço para decifrar as imagens tridimensionais, durante um longo tempo.
Desenrolando o 3D
Terceira dimensão não existe é somente uma ilusão, fenômeno chamado estereoscopia, simulação de duas imagens que são projetadas, o cérebro funde as duas imagens, e obtém informações quanto à profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos, gerando uma sensação de visão de 3D.

Sem os óculos
É possível enxergar a imagem 3D sem os óculos, mas são só perceptíveis de maneira convincente em telas maiores que 50 polegadas. Não basta só ter uma TV com a tecnologia 3D, tem que ter o conteúdo produzido para gerar o efeito.  
Dica
Dinheiro sobrando para comprar uma TV dessa que custa em média, quatro mil reais a depender das polegadas é diversão e satisfação imediata, pois a família se diverte com um simples tocar de botão. O custo ainda é alto, mais vale falar que, quem tem uma TV dessa em casa além de diversão tem que preparar o bolso para comprar os óculos – a TV só vem com um – além dos filmes que são mais caros por serem gravados em 3D e programas que não estão disponibilizados com essa tecnologia.
Fotos: vamosfalardecinema.wordpress.com e zmling.com

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Tecnologia na fabricação de prancha de surf em Salvador ainda é limitada

Máquina Industrial usada para fabricação e desbastação de pranchas
Máquina industrial para fabricação de pranchas de surf, a Digital Surf Design – DSD já está inserida em uma das fábricas de Salvador. O equipamento, através de um programa de computador, permite desenhar diversas formas e medidas de uma prancha de surf. A máquina funciona através de um braço mecânico, que, com precisão milimétrica, desbasta os blocos de poliuretano já deixando um formato pré-shape (forma de prancha) com out line (saída de linha) cortado e bordas deitadas. A prancha é elaborada através do formato do bico, bordas, concave e até a rabeta. Essa máquina custa em média U$100,000 (cem mil dólares)
Em Salvador a tecnologia ainda só existe na fábrica da loja de surf e confecções, Mahallo. A empresa é uma rede de lojas de grande porte, e possui representantes em  Rio grande do Sul, Goiânia, Coritiba, Paraíba, Pernambuco, Belém, Minas , Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Manaus, Fortaleza e São Paulo.
A máquina leva em média vinte minutos para deixar no formato ideal dos blocos para os acabamentos, enquanto manualmente o fabricante leva em média de 4 a 5 horas. Porém, os principais fabricantes da cidade continuam elaborando as prancha de surf artesanal, através do paquímetro.
Um dos principais fabricantes de prancha de Salvador, Radar, que vende em média 400 pranchas por mês, ainda não optou pela utilização das máquinas. Ele acha que a demanda ainda é muito pequena para fazer um investimento tão alto. Radar explica que aqui na Bahia há muita desunião dos fabricantes. Segundo o empresário, o egoísmo é fator preponderante para impedir o avanço tecnológico das fábricas e dos surfistas baianos. Radar fornece pranchas de surf para o Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, além de exportar suas pranchas para Espanha e Portugal.
Digital Surf Design (DSD), Usada na fabricação de pranchas. Em Salvador apenas a loja Mahalo utiliza o equipamento
Para o Surfista profissional Armando Daltro, 38, que surfa como profissional há 28 anos e já foi campeão baiano, brasileiro e mundial na categoria WQS - Sub-profissional, as pranchas de surf do Sul são muito boas, não só pelo fato de existir máquinas Industriais, mas pelos materiais de primeira linha usados nas pranchas. O atleta lamenta a falta de um equipamento de tamanha precisão na elaboração de pranchas em Salvador, mas torce para que em breve os grandes talentosos fabricantes de prancha de surf da Bahia possam investir no que há de melhor para o surfista do estado.



sábado, 19 de novembro de 2011

Alunos promovem o 'Jornal Estácio FIB'

 

    Alunos do curso de Jornalismo da Estácio FIB, promoveram como trabalho da disciplina 'Oficina de Telejornalismo', ministrada pela professora Caroline Vieira, um telejornal gravado dentro da própria instituição. A turma usou todos os equipamentos e instalações da universidade como locação para a realização de suas matérias. O jornal que se chama "Estácio FIB" foi exibido durante a Semana de Comunicação, promovida pela instituição entre os dias 23 e 27 de outubro. Confira acima um pedacinho deste trabalho.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Inventores foram destaques na Feira do Empreendedor

por: Eiva Etny Pereira Santos
Inventos foram expostas no espaço de Inovação e Tecnologia que apresentou diversas novidades para o público.


Ivan Cardoso: um dos inventores do berimbô

A grande novidade da edição 2011 da Feira do Empreendedor, que aconteceu entre os dias 04 e 08 de outubro no Centro de Convenções, foi o Espaço Inovação e Tecnologia, com essa iniciativa o SEBRAE que é órgão responsável pela organização da Feira buscou disseminar o conceito de inovação para os micros e pequenas empresas.
No espaço, além dos inventos expostos, os visitantes ainda contaram com mostras de vídeos com casos de sucesso de empreendedores que aumentaram o faturamento a partir de ações de inovação. “A inovação não diz respeito somente a grandes investimentos em tecnologia. Ideias simples podem se tornar grandiosas e aprimorar uma série de processos na empresa, o objetivo do espaço é mostrar que a inovação está ao alcance dos micros e pequenas empresas e é um elemento fundamental para tornar esses empreendimentos mais competitivos”, explicou a supervisora de Inovação e Tecnologia do SEBRAE, Márcia Suêde.

Inovações que foram apresentadas ao público: bandeja antiderrapante que traz um material preso nas bandejas convencionais e impede que copos e garrafas deslizem, o caroço de umbu para dessalinização da água, o cardápio digital onde o software foi desenvolvido para que o atendimento em bares e restaurantes possam ser mais rápido. “O cliente pode acessar o cardápio digitalmente, fazer o pedido que será enviado automaticamente para a cozinha do restaurante. Ele pode, também, acompanhar o andamento da sua conta”, detalhou Luciano Navarro, um dos inventores.

Porém, o invento de o maior destaque exposto no estande foi o berimbô, um berimbau robotizado que funciona por programações de computador e frequências de rádio, sem a necessidade de ser conduzido por um mestre.

A ideia foi resultado da imaginação e do trabalho de Ivan Monsão, diretor do Laboratório de Inovação e Negócios da Engenharia Elétrica da Universidade Salvador (Unifacs), o Bilab, e o engenheiro Paulo Libonati. O sistema de controle eletrônico possui a capacidade de armazenar as músicas e pode interagir com o usuário através de um teclado e display de cristal líquido e receber novos dados via USB.

O projeto do Berimbô vem sendo desenvolvido desde 2005, com alguns períodos de interrupção. O trabalho finalizado foi apresentado ao público, durante a FeiPetro 2010, realizada entre os dias  9 e 12 de novembro, no Centro de Convenções da Bahia no stand da Unifacs, cedido pelo Grupo Delfim.

O berimbô chamou a atenção de quem passou pelo espaço. “A nossa ideia é trabalhar com um projeto conceito, que funciona como uma espécie de vitrine para podermos desenvolver outros inventos”, explicou Ivan Cardoso.

Topson Andrade conferindo o experimento 

Para a assistente administrativa Edna Pereira, a feira do empreendedor não seria tão interessante e o espaço dos inventores foi à melhor coisa. “Vir a convite de uma amiga para conhecer a feira e fui surpreendida pelo espaço do inventor e adorei. Esse berimbau mesmo é interessantíssimo! Nas próximas edições estarei aqui com certeza. Arrependi-me de não ter trazido meus filhos”, afirmou Edna.

Durante o evento, músicos como o cantor e compositor Tonho Matéria puderam conferir o instrumento que os criadores pretendem, com colaboração de outras instituições e organizações do terceiro setor, levar a comunidades carentes como forma de inserção tecnológica para crianças e jovens.

O pesquisador revela que o projeto procurou preservar as características do instrumento, como os materiais normalmente usados para sua confecção, poderia ser utilizado materiais como fibra de vidro, fibra de carbono, aço inox, por exemplo, mas os criadores optaram por manter ao máximo as características do instrumento original.
Como os inventores não tinham nenhum conhecimento sobre música ou sobre como tocar berimbau, tiveram que contar com a colaboração do músico e produtor musical Ivan Huol e do mestre de capoeira “Orelha”, que atuaram como consultores do projeto.

Como funciona

Para que o Berimbô funcione, sensores e atuadores (?) são montados no corpo do instrumento convencional, de forma a posicionar e realizar todos os movimentos necessários a execução dos diversos toques. Um sistema de controle eletrônico é responsável por comandar cada um dos atuadores, bem como ler seus respectivos sensores.


Creditos: site da Secretaria de Inovação e Tecnologia (SECTI)

A revolução digital abre os caminhos para o futuro das gravações de som.

Músicos e técnicos de som avaliam de forma positiva os recursos proporcionados pelas novas tecnologias.

Danilo Sampaio Guerra

Os avanços da tecnologia digital transformaram o modo de operação dos profissionais que trabalham com gravação de áudio. O antigo processo analógico de gravação musical foi substituído pela conversão digital, modificando a concepção sobre o trabalho com áudio. As máquinas de gravação de fitas de duas polegadas, encontradas nos estúdios, deram lugar aos hardweres e computadores, que têm maior capacidade de armazenamento e ocupam um espaço físico muito menor.

O músico e gerente de vendas da loja de instrumentos musicais Foxtrot, Alfredo Martins Júnior, vivenciou a época em que as gravações eram feitas em fitas de duas polegadas, na década de 80, e acompanhou as inovações trazidas pelo advento da era digital. Segundo Martins, o processo analógico era muito caro e dependia da presença dos músicos nos estúdios. Havia uma limitação de recursos no trabalho de edição, se comparado ao processo atual. “As fitas eram cortadas com gilete e literalmente coladas, caso o editor quisesse fazer uma emenda em uma música. Hoje em dia, a revolução digital proporciona facilidades para criar e produzir sem custos elevados. A gravação digital se aproxima mais do conceito de sustentabilidade. O analógico envolve um composto químico que causa impacto ambiental”, diz o músico. 

Ainda segundo Martins, os músicos eram muito dependentes das gravadoras. A gravação digital trouxe uma maior autonomia para os artistas, além de flexibilizar a forma de trabalho.  

O maestro Carlos Aguiar conta que teve resistência em aceitar a tecnologia digital de gravação, por não ter conhecimento sobre a novidade. O maestro acredita que o advento digital representa a grande revolução na área do áudio. “Com a tecnologia moderna, um único músico pode gravar uma orquestra completa, editar, mixar e masterizar, sem sair de casa. A produção de discos, da forma como acontecia nos anos 70 e 80, com todos os músicos tocando ao vivo, utilizando mais de cem canais das mesas de som, já pode ser considerada obsoleta. Todo esse aparato, agora, faz parte de peças de museu. A gama de recursos que os novos softwares, que simulam timbragens e efeitos, proporcionam, deixa claro que a digitalização da sonorização é a forma mais eficiente e prática para gravação de áudio. É o caminho da modernidade, o futuro da música”, diz Aguiar.

O técnico de som e produtor musical Vicente Rangel diz que ficou muito impressionado quando trabalhou, pela primeira vez, com o programa de protus, software que disponibiliza recursos de edição e gravação de instrumentos por canais independentes, evitando a interferência de outros instrumentos no canal escolhido. De acordo com Rangel, a possibilidade de arrastar uma faixa e colar na linha de tempo pretendida pelo técnico foi uma grande inovação na forma de editar áudio. Ainda segundo o produtor, o avanço tecnológico auxilia na divulgação do trabalho dos músicos, “quando existe a possibilidade de gravar uma faixa em estúdio e no mesmo período postar o vídeo clip na Internet para o público acessar”.