A estudante de comunicação Joana Araújo, 28, fez uma viagem pela França e pela Bélgica, em 2010, sem saber falar muito bem o francês. Apesar de acreditar que já sabia um pouco da língua por causa dos filmes e músicas que consumia, teve sérias dificuldades para conversar com os nativos durante a viagem. Foi aí que Joana descobriu a comunidade online Live Mocha, que oferece, gratuitamente, dezenas de cursos de línguas. “Achei o curso online super eficaz, até hoje lembro os exercícios de memorização com áudio”, diz.
On line e grátis |
O áudio e a imagem em movimento são as alternativas encontradas pelos cursos de línguas online para oferecer uma vivência mais próxima das salas de aula. “Acho que o curso online oferece ferramentas mais dinâmicas, diferente daquele padrão da sala de aula”, comenta o professor de espanhol Henrik Martin, 34. A professora de inglês, Mariana Christophe, do Walk On English Course, acredita que nada substitui a interação do aluno na sala de aula “visto que a conversação é uma das maiores dificuldades para quem quer aprender uma língua estrangeira”, conclui.
Já que a conversação pode não ser tão bem desenvolvida, o que atrai as pessoas para um curso de línguas mediado pelo computador? Para a publicitária Marcele Dórea, 28, a dificuldade de encaixar o horário das aulas presenciais com o seu ritmo de trabalho foi preponderante na escolha da modalidade do curso. “Eu mesma monto meu horário e acesso as aulas quando tenho uma folga durante o dia”, diz. Já a promotora de eventos Adriana Gatto, 32, é contra fazer um curso de línguas pela internet. “Acho que não dá para aprender nada porque na internet a dispersão é coisa fácil de acontecer”, comenta.
Na opinião da professora de inglês, Karina Araújo, 68, qualquer ferramenta que facilite o acesso ao ensino e à informação deve ser vista com bons olhos. “Se olharmos pelo lado das dificuldades de locomoção das grandes cidades veremos que os cursos online facilitam o acesso de mais pessoas ao conhecimento de línguas estrangeiras. E isso influencia na maior competitividade desses profissionais no mercado”, diz. Karina confessa que pegava até dois ônibus quando adolescente para ir à sala de aula. “Hoje em dia não se compara aos anos 70, quando eu me formei como professora. É só ligar o computador e pronto”, conclui.
Anote:
Veja como funciona uma aula online: http://www.youtube.com/watch?v=3nn3dbro8WU
Foto: Printada do site http://www.livemocha.com/pages/about
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