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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vantagens e desvantagens da Tecnologia 3D, em televisores

Texto: iel barbosa
A tecnologia 3D em televisores chega ao mercado trazendo com ela leveza na TV, economia de energia e uma linha de TV extremamente fina. Terceira Dimensão, coisa nova e empolgante, leva você a um nível cada vez mais próximo da realidade. Tecnologia que parece estar caminhado para se tornar a nova febre no mundo do entretenimento.
Imagens que chegam até você
Essa forma de transmissão tele transmitida por dois sinais de vídeo, ou seja, são duas câmeras gravando todo tipo de movimento para cada cena, exige que a pessoa tenha óculos especiais para visualizar a imagem 3D. Por conta disso é que temos a sensação de ver coisas saltando pela TV, chamado assim 3D (terceira dimensão).
O promotor de uma fabricante de TV, Dhiêgo Hasselmann, fala que “é importante saber que a comodidade em assistir 3D já não se apega para os que assistem deitados na cama ou no sofá, a imagem não aparece nitidamente, de acordo com o ângulo que se encontra a pessoa, a imagem fica desfocada e escura”. Completa ainda dando uma dica. “Para focar a imagem com perfeição e qualidade é necessário o rosto está nivelado com a tela”, explica.
Mercado aquecido e muitos já viram a primeira copa em terceira dimensão, clientes que possuem a TV, aguardam ansiosos para que os produtores de entretenimento aumentem a produção de filmes, desenhos e até mesmo comercias.
Rose Santos não muito contente com o preço alto das tv’s e sem programação que ofereça a tecnologia oferecida, reclama. “Poxa é uma pena que ainda não tenha desenhos, filmes em TV aberta e nem por assinatura com a tecnologia 3D, a gente fica na expectativa né (sic) esperando produtores e diretores criar os desenhos e filmes para poder assistir em casa”.
3D, mais que uma imagem. Sensação
Já se imaginou você dentro de um modelo novo de um carro, ou em cima de uma moto que não terá jamais o prazer de pilotar e por um simples comercial se sentir pilotando?

Pois é, a idéia chega com mais força, o produto se encontra nas lojas, o consumismo cresce, porém vinculado a ele o conteúdo transmitido, terceira dimensão, deixa a desejar por conta dos valores altos, ofertados pela produção.

O custo muito alto e ainda não trará benefício de imediato, por conta dos programas que não são transmitidos em tridimensão, além disso, os fabricantes alertam sobre o novo sistema, que não deverá ultrapassar duas horas por dia para assistir. Há casos na china, por exemplo, onde pessoas com possíveis dores de cabeça e tonturas, tais desconfortos, devido ao cérebro fazer esforço para decifrar as imagens tridimensionais, durante um longo tempo.
Desenrolando o 3D
Terceira dimensão não existe é somente uma ilusão, fenômeno chamado estereoscopia, simulação de duas imagens que são projetadas, o cérebro funde as duas imagens, e obtém informações quanto à profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos, gerando uma sensação de visão de 3D.

Sem os óculos
É possível enxergar a imagem 3D sem os óculos, mas são só perceptíveis de maneira convincente em telas maiores que 50 polegadas. Não basta só ter uma TV com a tecnologia 3D, tem que ter o conteúdo produzido para gerar o efeito.  
Dica
Dinheiro sobrando para comprar uma TV dessa que custa em média, quatro mil reais a depender das polegadas é diversão e satisfação imediata, pois a família se diverte com um simples tocar de botão. O custo ainda é alto, mais vale falar que, quem tem uma TV dessa em casa além de diversão tem que preparar o bolso para comprar os óculos – a TV só vem com um – além dos filmes que são mais caros por serem gravados em 3D e programas que não estão disponibilizados com essa tecnologia.
Fotos: vamosfalardecinema.wordpress.com e zmling.com

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Tecnologia na fabricação de prancha de surf em Salvador ainda é limitada

Máquina Industrial usada para fabricação e desbastação de pranchas
Máquina industrial para fabricação de pranchas de surf, a Digital Surf Design – DSD já está inserida em uma das fábricas de Salvador. O equipamento, através de um programa de computador, permite desenhar diversas formas e medidas de uma prancha de surf. A máquina funciona através de um braço mecânico, que, com precisão milimétrica, desbasta os blocos de poliuretano já deixando um formato pré-shape (forma de prancha) com out line (saída de linha) cortado e bordas deitadas. A prancha é elaborada através do formato do bico, bordas, concave e até a rabeta. Essa máquina custa em média U$100,000 (cem mil dólares)
Em Salvador a tecnologia ainda só existe na fábrica da loja de surf e confecções, Mahallo. A empresa é uma rede de lojas de grande porte, e possui representantes em  Rio grande do Sul, Goiânia, Coritiba, Paraíba, Pernambuco, Belém, Minas , Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Manaus, Fortaleza e São Paulo.
A máquina leva em média vinte minutos para deixar no formato ideal dos blocos para os acabamentos, enquanto manualmente o fabricante leva em média de 4 a 5 horas. Porém, os principais fabricantes da cidade continuam elaborando as prancha de surf artesanal, através do paquímetro.
Um dos principais fabricantes de prancha de Salvador, Radar, que vende em média 400 pranchas por mês, ainda não optou pela utilização das máquinas. Ele acha que a demanda ainda é muito pequena para fazer um investimento tão alto. Radar explica que aqui na Bahia há muita desunião dos fabricantes. Segundo o empresário, o egoísmo é fator preponderante para impedir o avanço tecnológico das fábricas e dos surfistas baianos. Radar fornece pranchas de surf para o Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, além de exportar suas pranchas para Espanha e Portugal.
Digital Surf Design (DSD), Usada na fabricação de pranchas. Em Salvador apenas a loja Mahalo utiliza o equipamento
Para o Surfista profissional Armando Daltro, 38, que surfa como profissional há 28 anos e já foi campeão baiano, brasileiro e mundial na categoria WQS - Sub-profissional, as pranchas de surf do Sul são muito boas, não só pelo fato de existir máquinas Industriais, mas pelos materiais de primeira linha usados nas pranchas. O atleta lamenta a falta de um equipamento de tamanha precisão na elaboração de pranchas em Salvador, mas torce para que em breve os grandes talentosos fabricantes de prancha de surf da Bahia possam investir no que há de melhor para o surfista do estado.



sábado, 19 de novembro de 2011

Alunos promovem o 'Jornal Estácio FIB'

 

    Alunos do curso de Jornalismo da Estácio FIB, promoveram como trabalho da disciplina 'Oficina de Telejornalismo', ministrada pela professora Caroline Vieira, um telejornal gravado dentro da própria instituição. A turma usou todos os equipamentos e instalações da universidade como locação para a realização de suas matérias. O jornal que se chama "Estácio FIB" foi exibido durante a Semana de Comunicação, promovida pela instituição entre os dias 23 e 27 de outubro. Confira acima um pedacinho deste trabalho.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Inventores foram destaques na Feira do Empreendedor

por: Eiva Etny Pereira Santos
Inventos foram expostas no espaço de Inovação e Tecnologia que apresentou diversas novidades para o público.


Ivan Cardoso: um dos inventores do berimbô

A grande novidade da edição 2011 da Feira do Empreendedor, que aconteceu entre os dias 04 e 08 de outubro no Centro de Convenções, foi o Espaço Inovação e Tecnologia, com essa iniciativa o SEBRAE que é órgão responsável pela organização da Feira buscou disseminar o conceito de inovação para os micros e pequenas empresas.
No espaço, além dos inventos expostos, os visitantes ainda contaram com mostras de vídeos com casos de sucesso de empreendedores que aumentaram o faturamento a partir de ações de inovação. “A inovação não diz respeito somente a grandes investimentos em tecnologia. Ideias simples podem se tornar grandiosas e aprimorar uma série de processos na empresa, o objetivo do espaço é mostrar que a inovação está ao alcance dos micros e pequenas empresas e é um elemento fundamental para tornar esses empreendimentos mais competitivos”, explicou a supervisora de Inovação e Tecnologia do SEBRAE, Márcia Suêde.

Inovações que foram apresentadas ao público: bandeja antiderrapante que traz um material preso nas bandejas convencionais e impede que copos e garrafas deslizem, o caroço de umbu para dessalinização da água, o cardápio digital onde o software foi desenvolvido para que o atendimento em bares e restaurantes possam ser mais rápido. “O cliente pode acessar o cardápio digitalmente, fazer o pedido que será enviado automaticamente para a cozinha do restaurante. Ele pode, também, acompanhar o andamento da sua conta”, detalhou Luciano Navarro, um dos inventores.

Porém, o invento de o maior destaque exposto no estande foi o berimbô, um berimbau robotizado que funciona por programações de computador e frequências de rádio, sem a necessidade de ser conduzido por um mestre.

A ideia foi resultado da imaginação e do trabalho de Ivan Monsão, diretor do Laboratório de Inovação e Negócios da Engenharia Elétrica da Universidade Salvador (Unifacs), o Bilab, e o engenheiro Paulo Libonati. O sistema de controle eletrônico possui a capacidade de armazenar as músicas e pode interagir com o usuário através de um teclado e display de cristal líquido e receber novos dados via USB.

O projeto do Berimbô vem sendo desenvolvido desde 2005, com alguns períodos de interrupção. O trabalho finalizado foi apresentado ao público, durante a FeiPetro 2010, realizada entre os dias  9 e 12 de novembro, no Centro de Convenções da Bahia no stand da Unifacs, cedido pelo Grupo Delfim.

O berimbô chamou a atenção de quem passou pelo espaço. “A nossa ideia é trabalhar com um projeto conceito, que funciona como uma espécie de vitrine para podermos desenvolver outros inventos”, explicou Ivan Cardoso.

Topson Andrade conferindo o experimento 

Para a assistente administrativa Edna Pereira, a feira do empreendedor não seria tão interessante e o espaço dos inventores foi à melhor coisa. “Vir a convite de uma amiga para conhecer a feira e fui surpreendida pelo espaço do inventor e adorei. Esse berimbau mesmo é interessantíssimo! Nas próximas edições estarei aqui com certeza. Arrependi-me de não ter trazido meus filhos”, afirmou Edna.

Durante o evento, músicos como o cantor e compositor Tonho Matéria puderam conferir o instrumento que os criadores pretendem, com colaboração de outras instituições e organizações do terceiro setor, levar a comunidades carentes como forma de inserção tecnológica para crianças e jovens.

O pesquisador revela que o projeto procurou preservar as características do instrumento, como os materiais normalmente usados para sua confecção, poderia ser utilizado materiais como fibra de vidro, fibra de carbono, aço inox, por exemplo, mas os criadores optaram por manter ao máximo as características do instrumento original.
Como os inventores não tinham nenhum conhecimento sobre música ou sobre como tocar berimbau, tiveram que contar com a colaboração do músico e produtor musical Ivan Huol e do mestre de capoeira “Orelha”, que atuaram como consultores do projeto.

Como funciona

Para que o Berimbô funcione, sensores e atuadores (?) são montados no corpo do instrumento convencional, de forma a posicionar e realizar todos os movimentos necessários a execução dos diversos toques. Um sistema de controle eletrônico é responsável por comandar cada um dos atuadores, bem como ler seus respectivos sensores.


Creditos: site da Secretaria de Inovação e Tecnologia (SECTI)

A revolução digital abre os caminhos para o futuro das gravações de som.

Músicos e técnicos de som avaliam de forma positiva os recursos proporcionados pelas novas tecnologias.

Danilo Sampaio Guerra

Os avanços da tecnologia digital transformaram o modo de operação dos profissionais que trabalham com gravação de áudio. O antigo processo analógico de gravação musical foi substituído pela conversão digital, modificando a concepção sobre o trabalho com áudio. As máquinas de gravação de fitas de duas polegadas, encontradas nos estúdios, deram lugar aos hardweres e computadores, que têm maior capacidade de armazenamento e ocupam um espaço físico muito menor.

O músico e gerente de vendas da loja de instrumentos musicais Foxtrot, Alfredo Martins Júnior, vivenciou a época em que as gravações eram feitas em fitas de duas polegadas, na década de 80, e acompanhou as inovações trazidas pelo advento da era digital. Segundo Martins, o processo analógico era muito caro e dependia da presença dos músicos nos estúdios. Havia uma limitação de recursos no trabalho de edição, se comparado ao processo atual. “As fitas eram cortadas com gilete e literalmente coladas, caso o editor quisesse fazer uma emenda em uma música. Hoje em dia, a revolução digital proporciona facilidades para criar e produzir sem custos elevados. A gravação digital se aproxima mais do conceito de sustentabilidade. O analógico envolve um composto químico que causa impacto ambiental”, diz o músico. 

Ainda segundo Martins, os músicos eram muito dependentes das gravadoras. A gravação digital trouxe uma maior autonomia para os artistas, além de flexibilizar a forma de trabalho.  

O maestro Carlos Aguiar conta que teve resistência em aceitar a tecnologia digital de gravação, por não ter conhecimento sobre a novidade. O maestro acredita que o advento digital representa a grande revolução na área do áudio. “Com a tecnologia moderna, um único músico pode gravar uma orquestra completa, editar, mixar e masterizar, sem sair de casa. A produção de discos, da forma como acontecia nos anos 70 e 80, com todos os músicos tocando ao vivo, utilizando mais de cem canais das mesas de som, já pode ser considerada obsoleta. Todo esse aparato, agora, faz parte de peças de museu. A gama de recursos que os novos softwares, que simulam timbragens e efeitos, proporcionam, deixa claro que a digitalização da sonorização é a forma mais eficiente e prática para gravação de áudio. É o caminho da modernidade, o futuro da música”, diz Aguiar.

O técnico de som e produtor musical Vicente Rangel diz que ficou muito impressionado quando trabalhou, pela primeira vez, com o programa de protus, software que disponibiliza recursos de edição e gravação de instrumentos por canais independentes, evitando a interferência de outros instrumentos no canal escolhido. De acordo com Rangel, a possibilidade de arrastar uma faixa e colar na linha de tempo pretendida pelo técnico foi uma grande inovação na forma de editar áudio. Ainda segundo o produtor, o avanço tecnológico auxilia na divulgação do trabalho dos músicos, “quando existe a possibilidade de gravar uma faixa em estúdio e no mesmo período postar o vídeo clip na Internet para o público acessar”.

Jogos Eletrônicos crescem em popularidade

Os jogos virtuais firmam presença no cotidiano, mesmo abordando temáticas polêmicas.

Por Danilo Sampaio Guerra

As pessoas estão cada vez mais imersas no mundo virtual dos jogos eletrônicos. Os denominados games conquistam um crescente número de adeptos, independente da faixa etária de idade, gênero, ou profissão. Os conteúdos abordados são diversos. Os gráficos se aproximam da realidade, quanto ao lay out dos cenários e os protagonistas virtuais. Para muitos indivíduos, os games deixarão de ser um mero entretenimento e se estabeleceram como meio de renda. 

Gabriela Lima, gerente de vendas de uma loja de jogos eletrônicos, admite ser uma jogadora assídua. A gerente pretende fazer uma faculdade de design gráfico para aprender a produzir jogos. Segundo Gabriela, buscar entretenimento nos games é uma espécie de válvula de escape para as tensões do cotidiano. “A violência é um aspecto divertido. Os filmes, também, são violentos. Os jogos de guerra, como o Call of Duty e o Buter Field, estão com a popularidade em alta. Os jogos de luta, como o Mortal Combat, dão oportunidade para se fazer, no mundo virtual, tudo aquilo que a pessoa não pode fazer na vida real. Todo mundo têm vontade de matar o próprio chefe, quando se sente injustiçado, por exemplo. Nos games podemos tirar esse estresse sem fazer mal a ninguém”, comenta. 

O publicitário Thiago Ribeiro prefere a temática esportiva nos jogos. De acordo com Ribeiro, a violência gratuita promovida por esses meio não é interessante e deveria ser proibida. Contudo, a venda pirata traria esses conteúdos para os consumidores, mesmo se fossem banidos. “Não enxergo nenhum aspecto lúdico nos temas violentos. O jogo que mais me identifico é o Fifa 2011, pela forma como são descritos os jogadores de futebol. Conseguiram copiar o modo de agir pessoal, até mesmo o jeito de andar dos atletas. Existe uma variedade de jogadas, dribles e situações reais do esporte copiadas para o jogo. Provavelmente, assistir a uma partida do FiFa 2012 vai ser muito semelhante à uma transmissão televisionada de uma partida, pelo realismo”, diz Ribeiro.

O designer gráfico Igor Andrade destaca o jogo Elder Scrolls V, no qual o jogador atua como um caçador de dragões medieval, como o que há de mais moderno nos games, por proporcionar recursos interativos inéditos. Os games preferidos pelo designer são o Dead Island, em que o personagem principal tenta sobreviver em uma ilha povoada por zumbis, e o interativo entre usuários da Internet, Point Black, jogo de tiro ao alvo. Sobre a violência nos games, Igor Andrade avalia: “Acho perigoso quando crianças e pessoas com desequilíbrio emocional têm acesso a esses conteúdos. O difícil é saber quais são as pessoas que têm propensão a fazer besteiras por causa de um jogo. Para mim, nesses casos, cabe o acompanhamento dos pais e pessoas mais próximas. Porque não há como impedir que alguém acesse uma rede social com um jogo, hoje em dia”.

A psicóloga Cristiane Moura acredita que a violência contida nesses jogos representa um risco para jovens em formação. “A idade do desenvolvimento tem que ser respeitada”, afirma. Ainda segundo Cristiane Moura, o acompanhamento dos pais é importante, no sentido de disciplinar horário para estudos, diversão e exercícios físicos. “Não é saudável criar hábitos sedentários, tendo como única diversão os jogos eletrônicos. Há momentos para brincadeiras virtuais. Mas, os esportes devem ser estimulados”, conclui. 


Estácio-Fib investe em tecnologia

Texto e foto: Iel Barbosa
A faculdade aposta nos alunos do curso de comunicação trazendo até eles tecnologia em áudio e imagem de última geração


Investir para melhorar

As turmas de comunicação social da Estácio Bahia têm o que comemorar. No início do segundo semestre de 2011, foi feito um grande investimento tecnológico no laboratório de jornalismo e na agência experimental para alunos de marketing e publicidade. As salas de informática foram reformadas, ganharam mais espaços e equipamentos de última geração foram adquiridos.

No mês de agosto, em visita à unidade baiana, o diretor nacional do curso de Comunicação Social, Hugo Santos, participou da inauguração dos laboratórios. “Queremos que os alunos saiam daqui aptos a atuar no mercado de trabalho, para isso, eles precisam praticar e treinar, por isso o investimento tão alto”. Sobre as turmas de jornalismo, Santos explica que o curso, além de ter ótimos professores, precisava também de qualidade em tecnologia. “Apostamos nos alunos para que possam usufruir desses laboratórios com as câmeras digitais, computadores de ultima geração para fazer a diferença no mercado de trabalho”, completa.

Investimento em mais de R$ 400 mil em computadores Macintosh, teclados, mouses e rede de internet sem fio. Disponibiliza também 12 câmeras fotográficas Nikon de alta qualidade. A Universidade Estácio Bahia conta ainda com duas salas para editar as matérias em vídeo e áudio. Essas edições são gravadas com alta definição.

Para a aluna Agrícia Durães, estudante de publicidade da Estácio-Ba, 1º semestre, as iniciativas são muito boas porque trazem um diferencial para a faculdade. "É uma melhoria para nós, além de permitir passar por experiências dentro da própria faculdade, antes de ir para o mercado de trabalho”, explica.

Já o aluno Antônio Roque, 1º semestre de jornalismo, diz que quer pensar alto. "Para isso, precisamos de bons laboratórios com tecnologia avançada, porque é uma ferramenta imprescindível para a informação”. Empolgado e sorridente o aluno acrescenta: “Não vejo a hora de começar a usar, colocar idéias em práticas”.


Conclusão de trabalhos com qualidade
 Com todo esse aparato tecnológico, os alunos ganham qualidade no ensino, tempo e experiência no manuseio das máquinas. O centro universitário da Bahia possui um dos melhores laboratórios para estudantes de comunicação que uma universidade particular em Salvador pode oferecer.

Tempo, qualidade e tecnologia

O supervisor do RTVC (Radio Televisão e Cinema), Marcel Nobre, trabalha na Estácio há dois anos. “No semestre passado os alunos de jornalismo não tinham como levar suas matérias gravadas para casa no mesmo dia, na época era fita, colocada em um aparelho chamado VT”, relata.

Hoje, o Centro Universitário conta com gravações em cartões e câmeras de alta definição, facilitando a vida de todos. “Depois das filmagens, os alunos podem vir e editar as matérias. Suas gravações podem ser colocadas nos pendrives para assistir no computador. No semestre anterior nada disso acontecia. Agora, no mesmo dia o aluno, já pode assistir suas reportagens com toda tecnologia oferecida”, conclui o supervisor do RTVC.

Fieb promove debate sobre investimentos em Ciência e Tecnologia

Por Fernanda Cunha

Bancada de debate FIEB

Salvador sediou, no dia quatro de novembro deste ano, no auditório da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), o seminário de debate para garantir mais recursos destinados à Ciência, Tecnologia e Inovação para a região. Além do ministro Aloísio Mercadante, do ministério de Ciência e Tecnologia, participaram do evento secretários dos nove estados nordestinos e representantes de universidades públicas e privadas do Nordeste. 

Visando futuros investimentos na região, o ministro Mercadante disse que o nordeste brasileiro precisa de um plano diferenciado de desenvolvimento científico e tecnológico. “Nós estamos concluindo a estratégia nacional de ciência, tecnologia e inovação para o período 2011/2015 e queremos agora desenhar estratégias específicas para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste”, afirmou.


Deputados federais e estaduais prestigiam debate sobre investimentos em tecnologia

Durante o seminário, foi entregue ao ministro um termo de referência para a construção de um Plano de Desenvolvimento Científico e Tecnológico destinado ao Nordeste, elaborado pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados Federais, juntamente com a bancada de deputados estaduais do Nordeste.

"Tem muita coisa acontecendo na Bahia. São vários projetos de pesquisa coordenados a partir do estado como a ciência do mar. Um dos equipamentos que queremos dar prioridade é um radar tecnológico, porque a Bahia precisa ter uma cobertura melhor das chuvas e prevenção mais eficiente contra os desastres naturais", afirmou Mercadante.


Bancada política em avaliação de proposta

Já o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI), Paulo Câmera, destacou que o esforço da bancada do Nordeste, em conjunto com as secretarias estaduais, deverá ser o primeiro caminho para a correção da grande desigualdade do desenvolvimento da ciência e da tecnologia existente no Brasil. “A defasagem em relação ao sul, se é grande em termos de economia, na área de ciência e tecnologia é dez vezes maior”, afirmou o secretário.

Para Câmera, o fio condutor do desenvolvimento da CTI na Bahia é o Parque Tecnológico. “Este parque atuará, principalmente, na área de biotecnologia, onde está a nossa experiência. Temos o maior número de mestres e doutores do Nordeste, além de um vasto semi-árido a pesquisar. Então, nossa concentração deverá ser nessa área”.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Estado.

Créditos: Núcleo de Comunicação e Cultura da UFBA

INOVATEC São Paulo. Investindo em tecnologia

Por Fernanda Cunha


Paulo Portugal falando sobre investimentos em tecnologia no INOVATEC 2011

Focados na ampliação da competitividade brasileira, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), encurtaram a distância entre a indústria e os centros de desenvolvimento tecnológicos. Para isso, promoveram um evento que reuniu setores empresariais e acadêmicos em um encontro de três dias na capital paulista. Ao lado do Governo do Estado de São Paulo, as entidades industriais realizaram, entre 7 e 9 de novembro, a 3ª Inovatec - Feira de Negócios em Inovação. O objetivo foi gerar oportunidades e estimular parcerias entre setor produtivo e os centros de pesquisa e desenvolvimento.

Foram convidadas mais de 50 instituições de ciência e tecnologia para apresentar e oferecer serviços tecnológicos para cerca de 2000 empresas de todos os portes e segmentos. Entre as instituições presentes estavam: Universidade de Saõ Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Universidade Estadual Paulista (Unesp), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT); Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Paula Souza; Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES); Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Ministério da Ciência; Tecnologia e Inovação, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen); Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp); Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Segundo pesquisas da Unicamp, apesar de São Paulo apresentar números significativamente maiores, o investimento total em Pesquisa e Desenvolvimento no país não passa de 1,1% do PIB, valor equivalente à metade da observada nos países da OCDE.

Para Paulo Skaf, presidente do Ciesp/Fiesp, transformar conhecimento em inovação é uma necessidade para a construção de uma sociedade mais próspera e um fator fundamental à geração de valor nas empresas. “É preciso inovar sempre e as instituições de ensino e pesquisa têm plenas condições de apoiar a indústria nesse sentido”, afirma.

O diretor de Tecnologia do Ciesp, Pio Gavazzi, considera que as pequenas indústrias ainda não se habituaram à “linguagem” dos centros de tecnologia. “O primeiro passo é promover esse contato e ligar as duas pontas”, observa.

Todas as informações foram divulgadas pela assessoria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação (SECTI).

SECTI: 
End: Av. Tancredo Neves, 450, Edf Suarez Trade, 23º. Caminhos das Árvores. Telefone: 3116-5800


Credito: Jornal Folha de Sao Paulo 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Embarque na onda dos Prédios Verdes bem informado

Texto: Milla Oliveira

Reutilização de água, iluminação natural, aquecimento solar e outras tecnologias. Atualmente é muito comum ouvir por aí, principalmente por meio de campanhas publicitárias de construtoras, todas estas propostas de racionalização de recursos naturais reunidas nas expressões eco construção ou prédios verdes.

Segundo o Conselho Internacional para a Pesquisa e Inovação em Construção (CIB), o empreendimento sustentável é aquele que restabelece e mantém a harmonia entre o ambiente natural e construído, confirmando a dignidade humana e estimulando a igualdade econômica. Mas muita gente que compra unidades em edifícios residenciais com estes valores não sabe nem do que se trata.

A administradora Mariana Kaercher, 28, acabou de adquirir um apartamento novo no Horto Florestal, mas confessa não ter se preocupado com as medidas ecológicas tomadas pelo empreendimento. “Acho importante, mas o assunto nem passou pela minha cabeça na hora da compra. Aliás, nem sei muito bem do que um prédio precisa para ser sustentável”, confessa.

Certificações
De acordo com o diretor de engenharia da Odebrecht Empreendimentos Imobiliários, Paulo Aridan, os donos de empresas são os que mais procuram pelos prédios verdes na hora de montar seus escritórios. “Eles exigem certificações que comprovem tal posicionamento, pois sabem que as soluções implicam em redução de custos”, diz.

As certificações às quais Aridan se refere partem principalmente do Conselho Internacional U.S Green Building Council (USGBC), organismo que oferece o selo LEED (Liderança em Energia e Meio Ambiente no Projeto ou “Selo Verde”) para os empreendimentos que contemplem itens como eficiência no uso da água; localização sustentável (que permita acesso a serviços); economia de energia; gerenciamento de resíduos e controle de emissões atmosféricas. O selo Acqua, da USP, é o mais utilizado no Brasil. A Coelba também faz a sua avaliação, mas por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) desenvolvido pelo Procel e pelo Inmetro.

Em Salvador, construtoras como a Syene, Odebrecht, Fator e OAS já possuem a certificação Acqua em empreendimentos recém-lançados no mercado. As soluções agregam, além da racionalização de água e energia, pintura sem COV´s (componentes orgânicos voláteis) e cimento CPII, que reduz emissão de CO2.

De acordo com o presidente da Ademi-Ba, Nilson Sarti, será lançada, no mês de novembro, uma cartilha para orientar as empresas associadas com informações de toda natureza sobre ações socioambientais. “Não se trata de uma forma única, infalível, mas sim de uma orientação para facilitar a adoção de práticas preocupadas com o meio ambiente e o equilíbrio social”, explica.

É importante lembrar
De acordo com o engenheiro civil Bruno Santos, é preciso tomar alguns cuidados para saber se a escolha por um determinado prédio que se diz “ecologicamente correto” é válido. O primeiro deles é exigir a comprovação das propagandas vistas no material de divulgação da construtora através dos certificados. “Como as empresas diluem o investimento em tecnologias no preço das unidades, é importante estar atento para não ser enganado”, ensina. Outra dica é pesquisar o histórico da empresa para avaliar o comprometimento com o meio ambiente. “Se a empresa tiver outras qualificações no que se refere à responsabilidade socioambiental, o cliente que se preocupa com a sustentabilidade se sentirá mais seguro”, conclui.

Itens presentes em edifícios sustentáveis  
Saiba mais!
O primeiro prédio soteropolitano a utilizar energia totalmente verde foi o Trapiche Pequeno, no Comércio. Toda a energia utilizada pelo edifício de três andares provém de placas solares e do cata-vento eólico instalado no topo da construção. “Estamos na vanguarda da sustentabilidade em Salvador”, comemora o cineasta Bernard Attal, idealizador do projeto.

Infográfico: http://www.flickr.com/photos/rubenspaiva/4148850482/

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cursos de línguas online dividem opiniões

Texto: Milla Oliveira

A estudante de comunicação Joana Araújo, 28, fez uma viagem pela França e pela Bélgica, em 2010, sem saber falar muito bem o francês. Apesar de acreditar que já sabia um pouco da língua por causa dos filmes e músicas que consumia, teve sérias dificuldades para conversar com os nativos durante a viagem. Foi aí que Joana descobriu a comunidade online Live Mocha, que oferece, gratuitamente, dezenas de cursos de línguas. “Achei o curso online super eficaz, até hoje lembro os exercícios de memorização com áudio”, diz.

On line e grátis
O áudio e a imagem em movimento são as alternativas encontradas pelos cursos de línguas online para oferecer uma vivência mais próxima das salas de aula. “Acho que o curso online oferece ferramentas mais dinâmicas, diferente daquele padrão da sala de aula”, comenta o professor de espanhol Henrik Martin, 34. A professora de inglês, Mariana Christophe, do Walk On English Course, acredita que nada substitui a interação do aluno na sala de aula “visto que a conversação é uma das maiores dificuldades para quem quer aprender uma língua estrangeira”, conclui.

Já que a conversação pode não ser tão bem desenvolvida, o que atrai as pessoas para um curso de línguas mediado pelo computador? Para a publicitária Marcele Dórea, 28, a dificuldade de encaixar o horário das aulas presenciais com o seu ritmo de trabalho foi preponderante na escolha da modalidade do curso. “Eu mesma monto meu horário e acesso as aulas quando tenho uma folga durante o dia”, diz. Já a promotora de eventos Adriana Gatto, 32, é contra fazer um curso de línguas pela internet. “Acho que não dá para aprender nada porque na internet a dispersão é coisa fácil de acontecer”, comenta.

Na opinião da professora de inglês, Karina Araújo, 68, qualquer ferramenta que facilite o acesso ao ensino e à informação deve ser vista com bons olhos. “Se olharmos pelo lado das dificuldades de locomoção das grandes cidades veremos que os cursos online facilitam o acesso de mais pessoas ao conhecimento de línguas estrangeiras. E isso influencia na maior competitividade desses profissionais no mercado”, diz. Karina confessa que pegava até dois ônibus quando adolescente para ir à sala de aula. “Hoje em dia não se compara aos anos 70, quando eu me formei como professora. É só ligar o computador e pronto”, conclui.

Anote:
Veja como funciona uma aula online: http://www.youtube.com/watch?v=3nn3dbro8WU




Consumo de música na era digital

Por: Osvaldo Marques


Os tempos modernos finalmente chegaram e com eles, uma série de ferramentas de exposição, divulgação, circulação e consumo na área musical. Mas, como tudo isso funciona?


Há tempos que os músicos sobreviviam com a maior parte de suas rendas vinda através dos discos vendidos. Os tempos mudaram e a maior vantagem dos cantores, hoje, é expor seus trabalhos através da internet, popularizando assim suas obras para lotar os shows e ganhar maior parte de suas rendas nas bilheterias. A era digital e os novos aparatos tecnológicos, favoreceram para que o consumidor possa ouvir músicas através da internet, iPods e celulares sem nenhum custo, podendo até armazená-las em seus computadores. Os maiores arrecadadores na área digital são o YouTube e o Kboing, com os serviços de músicas custeados por publicidade. Em 2010 a Googgle passou a atribuir aos músicos e compositores o equivale a 2,5% do faturamento do YouTube no Brasil através do acordo firmado no ano passado.

O valor não vai para todos os músicos que possui arquivos disponíveis em páginas virtuais para download gratuitos. O ECAD adotou uma regra de distribuição que leva em conta o número de acessos em que são baseados nos rankings do YouTube para definir os artistas que tiverem o número de visitas suficientes para receber o pagamento.

Os novos aparatos favorecem ao crescimento musical na Era Digital



Para o cantor e compositor de blues, Álvaro Assmar, o mercado tecnológico e a era digital servem como ferramentas de entretenimento, para postar músicas através do celular e até dar entrevistas para rádios de outros países. Para Álvaro a pirataria não atrapalha em seus trabalhos, até porque seu público é “diferenciado”. Quem gosta de suas obras, segundo o músico, compram seus CD´s originais, “é uma questão de propósito”, afirma o compositor. Ele fala que a tecnologia veio para agregar, mas que adiferença entre comprar um CD original ou pirata, é que além das informações detalhadas no encarte, a durabilidade do disco é muito maior. Álvaro completa sua fala e diz que os downloads e os CD`s piratas ajudam para conhecer as obras e saber se vale comprar o original nas lojas ou não. Mas, a sua preferência é ter os originais em sua casa.

Para Filipe Dunham, estudante de Jornalismo e do grupo de pesquisa de Novas Midias da Faculdade de Comunicação da UFBA, a tecnologia favorece os cantores, produtores e compositores que desejam divulgar suas obras sem precisar passar por grandes indústrias musicais. Hoje, no campo dos produtores e artistas, há ao dispor deles, variadas formas de divulgação e distribuição de seus produtos. E o principal: toda essa disposição existe a um baixo custo. Não é mais necessário fazer parte de um grande grupo fonográfico e ter um enorme investimento financeiro para ganhar visibilidade, ficar conhecido e ganhar fãs. As novas plataformas e as novas tecnologias se constituem na democratização dos meios técnicos de produção, o que torna possível se desprender das grandes empresas e da sua lógica verticalizada de distribuição. Para o público, a gama de opções do que ouvir está muito maior.
Para Filipe, a Internet e o crescente acesso massivo ampliaram as possibilidades de todos os envolvidos no processo da indústria da música, desde músicos, produtores, até público consumidor.

Para Filipe Dunham, as lojas vendem músicas em formato digital continuam faturando bastante. Ele fala que na Internet, o número de novas plataformas e novos modelos de negócios vem crescendo. Novos intermediários surgiram no setor da indústria musical. O estudante fala cita a Apple como exemplo. Uma empresa que antes nunca tinha trabalhado com o mercado cultural, hoje é uma gigante do ramo, através do iTunes. Para ele, talvez seja a maior loja de músicas do mundo, levando em conta quantidade de produtos vendidos, ainda que sejam arquivos digitais. A venda de música através do celular já é uma realidade. Parcerias entre empresas e artistas, pautadas em publicidade e anúncios, não são tão estranhas no comércio musical atual. O Pesquisador fala que as estatísticas mostram que o público dos shows, concertos e festivais vem aumentando cada vez mais e isso se tornou uma ótima fonte de receita para os artistas. O estudante fala que alternativas de fonte de renda surgiram, para compensar o declínio do modelo de negócio que predominava anteriormente.

Para ele, antes, estávamos reféns dos grupos fonográficos e éramos obrigados a atender suas exigências para consumir um produto musical gravado. Hoje, através da prática do download, do streaming e do crescente acesso à Internet, temos uma facilidade maior em encontrar e consumir determinados bens culturais. Filipe enxerga de maneira positiva a nova forma que o público atual encontrou de ter acesso aos produtos, pois, para ele, isso representa uma libertação ante a verticalização da indústria do entretenimento, no esquema broadcast, modelo de negócios que predominou durante o século XX no setor cultural.

Filipe Dunham acha que o atual cenário musical possibilita uma distribuição de arquivos musicais a baixo custo, e que o público tem plena facilidade de encontrá-los, sem, necessariamente, as amarras dos grandes veículos e das grandes gravadoras “Sem contar que o artista independente pode vislumbrar um cenário muito mais propício do que antes, na época em que as vendas de discos físicos imperavam e era o principal motor da indústria da música. Tal lógica era cara, e pequenas gravadoras e selos que não detinham tanto poder financeiro, não conseguiam expandir seus horizontes comerciais, haja vista que os valores para gravar, prensar, distribuir e divulgar eram enormes” Afirma Filipe.

Quanto à limitação aos acessos digitais, O pesquisador e estudante de Jornalismo acha que não deve ser restringindo. A Internet e as novas mídias surgem para democratizar o acesso aos bens culturais. Não há sentido em restringir. O estudante acha que, através desse acesso, devam existir formas de lucro alternativas para a indústria, já que não há nada mais justo do que um artista e todos os envolvidos na cadeia produtiva musical serem remunerados devidamente pelos seus trabalhos.

Os consumidores musicais também aderiram à nova modalidade e o que foi constatado é que a maioria prefere baixar músicas através de downloads e dos aparatos da era digital, mas há muitos que não deixam de comprar seus CD`s nas lojas. Para Cleide Soares, 34, pós-graduanda em Marketing e Publicidade Digital na Faculdade Faculdade Dois de Julho – FDJ - o mercado fonográfico está falido, pelo fato de o povo consumir as músicas através de downloads. Ela acha que quem compra CD`s originais é porque gosta do autor ou quer ter informações detalhadas sobre obras. “A tendência é que cada vez mais as pessoas deixem de comprar CD`s originais, já que a internet disponibiliza downloads”, reitera a pós-graduanda.

Já Renata Buriti, 26, estudante de Ciências Sociais da América Latina, da Universidade de Colônia Alemanha - Universitat Zu Holn , prefere comprar seus CD`s originais nas lojas, mas, também tem o hábito de fazer downloads através da internet. “Pessoalmente prefiro consumir música da forma mais clássica, vou à loja, compro um CD e pronto. Mas percebo que na verdade consumo cada vez mais música por meios digitais por ser prático e barato, através de portais na internet. Acho que para o consumidor é muito bom, principalmente, porque se tem acesso a estilos e culturas antes inacessíveis por razões financeiras ou falta de divulgação. Acho também que algo se perde nesta troca: por um lado artistas têm mais oportunidades de levar sua música a um público maior e assim tornarem-se mais conhecidos, por outro lado, enfraquece (talvez) a ligação mais pessoal com o artista e sua obra que é estabelecida quando o consumidor vai à loja, compra o disco do artista e se ocupa com sua música. Resumindo: por um lado a música se torna mais acessível às massas, por outro ganha o caráter de apenas mais um produto”, afirma Renata Buriti.
Liderico Neto, 25, que é assessor de imprensa da banda Cangaia de Jegue, acredita nos benefícios que a tecnologia digital traz para novos autores e consumidores musicais.

Osvaldo Marques: Como você enxerga o espaço dos produtores, cantores e consumidores musicais com os novos aparatos tecnológicos disponíveis para ouvir música?
Liderico Meira: Tudo que facilita ao acesso ou aumenta a qualidade da música que chega até a população é benéfico. Acredito que a tecnologia veio para somar positivamente para o mercado fonográfico. E certa forma vai modificá-lo.
Osvaldo Marques: Quais as principais consequências para o mercado, cantores e consumidores?
Liderico Meira: Vão forçar os compositores, cantores e consumidores a se comportar de outra maneira. Como o mercado exige uma forma de obtenção de lucro eles se adaptam para conquistar os consumidores e convencê-lo a comprar música, mesmo com toda facilidade de encontrá-la gratuitamente na internet. Além disso, vêm nascendo novas opções de consumir música, agora é possível onde você estiver.
Osvaldo Marques: O que favorece e desfavorece para cada um?
Liderico Meira: Para o consumidor serão novas opções de ter os produtos que ele deseja com a facilidade da internet. Porém o mercado deverá se adaptar e encontrar maneiras de tornar a música e suas formas de consumi-las interessantes o bastante para que as pessoas paguem por isso.
Osvaldo Marques: Por qual razão você acha que deveriam estabelecer limitações para o acesso?
Liderico Meira: Não acho que deveria haver limitações, só maneiras de monitorar para que de alguma forma os compositores sejam beneficiados com a distribuição de suas músicas. Atualmente, ouvir música é uma ação que está presente em qualquer momento, onde quer que a pessoa esteja.

Palestra sobre biotecnologia incentiva a pesquisa

Por: Fernanda Cunha


Arlindo Philip Junior, palestrante convidado para o debate sobre Biotecnologia

Na palestra do dia 18/10 sobre Biotecnologia e Saúde, o professor da Universidade de Campinas (Unicamp), Gonçalo Guimarães Pereira, explanou sobre o tema de forma clara e atrativa, visando o entendimento dos presentes e despertando o interesse sobre as descobertas da ciência.

O pró-reitor de Pesquisa, Criação e Inovação da UFBA, Marcelo Embiruçu, fez contribuições importantes Sodré biotecnologia. Sobre a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, ele destacou a relevância do evento, pela proposta de popularizar a ciência. “É fundamental que as pessoas saibam que a pesquisa em ciência e tecnologia está em busca de resultados práticos e que tragam impactos positivos para a sociedade”, declarou.

O professor Gonçalo disse ainda que as riquezas naturais da Bahia são terrenos propícios para o desenvolvimento de pesquisas na área. Em âmbito nacional, ele citou o exemplo do etanol. “Na necessidade de buscar fontes renováveis para combustível, encontramos o etanol. E é por isso que o pesquisador precisa ser criativo. Pesquisar é unir a criatividade com o conhecimento”.

Aristóteles Góes Neto, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), trouxe um panorama geral sobre a biotecnologia. “Trata-se de um tema que está mais presente no cotidiano social do que as pessoas imaginam”, disse. A biotecnologia consiste na utilização de organismos vivos, ou parte deles, para a produção de bens e serviços. “É importante democratizar esses conhecimentos, de forma que eles possam ser utilizados em favor da sociedade”, apontou o professor.

O Circuito Universidades é uma promoção da SECTI, durante a VIII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. O objetivo é reunir professores e pesquisadores de alto nível, debatendo idéias e apresentando pesquisas sobre ciência e tecnologia, além da discussão sobre o tema deste ano, "Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos".

As apresentações ocorreram em diversos pontos de Salvador como a Reitoria da UFBA, auditório da Fiocruz, no Cimatec 1, PAF3 da UFBA e no teatro da UNEB. Entre os mediadores estão grandes nomes na área de pesquisa como Arlindo Philip Junior, Pedro Pascutti; Charbel El-Hani, Aristóteles Neto; Gonçalo Pereira, Marcos Santos; Desirée Zouain, Roberto Pacheco; Liliane Antonio, Elias Souza; Pedro Dias, Alberto Novaes; Marildo Pereira, Abimael Loula; Augusto galeão e José Miranda. Todos Mestres e/ou Doutores em suas áreas.

Ciclo de palestras gratuitas da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia realizado entre 17 e 21 de outubro, contou com temas atuais e incentivadores em relação à saúde, tecnologia e clima.


Credito: Agecom