Por: Milla Oliveira
A quinta noite da Semana de Comunicação do Centro Universitário Estácio – FIB, Campus Gilberto Gil, foi dedicada ao fotojornalismo e à direção de fotografia para cinema. Os convidados do dia foram Lúcio Távora, do Jornal A Tarde, e Adalberto Júnior, diretor de fotografia cinematográfica. Ambos contaram o dia-a-dia dos seus trabalhos e os desafios enfrentados por quem decide trabalhar com a técnica, seja para cinema ou jornalismo.
Adalberto Júnior contou para os estudantes o que faz um fotógrafo em um set de filmagens, explicando que é esse profissional quem comanda, basicamente, quase toda a equipe durante a produção de audiovisual. “Do figurinista ao produtor de objetos, temos que estar atentos a 80% das etapas do filme, sempre preocupados em traduzir em imagens aquilo que diretor e roteiristas imaginaram”, declarou Adalberto.
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| Adalberto Junior - diretor de fotografia cinematografica |
Adalberto Júnior contou para os estudantes o que faz um fotógrafo em um set de filmagens, explicando que é esse profissional quem comanda, basicamente, quase toda a equipe durante a produção de audiovisual. “Do figurinista ao produtor de objetos, temos que estar atentos a 80% das etapas do filme, sempre preocupados em traduzir em imagens aquilo que diretor e roteiristas imaginaram”, declarou Adalberto.
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| Lucio Tavora - Fotojornalista do A Tarde |
Na palestra de fotojornalismo, Lúcio Távora fez uma mostra de suas melhores imagens para o Jornal A Tarde, mostrando os atributos que uma boa foto jornalística deve conter emoção, dinamismo e, acima de tudo, informação. “O fotojornalismo é uma das áreas mais dinâmicas da fotografia e nele não se pode errar. Por isso é importante estar bem informado sobre os fatos para passar a informação visual de forma correta para o leitor”, ensina o fotógrafo. Assustados com os perigos relatados por Lúcio para se conseguir uma boa foto de capa, os alunos o questionaram sobre os riscos da profissão e receberam uma resposta bastante inspiradora: “Acho que devemos denunciar o que está errado e quem erra não costuma querer ser fotografado pelos jornais. Nossa equipe já sofreu ameaça sim, mas o medo, a adrenalina é o que me mantém vivo nessa profissão. Mas quando o coração diz para parar, eu paro”, revelou.
De acordo com uma das organizadoras da Semana de Comunicação, Laíz Mesquita, 23, aluna do curso de Jornalismo, a ideia de trazer dois fotógrafos de segmentos diferentes era justamente contemplar as turmas com mais informação sobre fotografia. “Fotojornalismo ainda é pouco explorado na nossa faculdade e percebi que os colegas sabiam pouco sobre o papel da fotografia no cinema”, diz Laíz.
Fotos: Malcon Robert
Fotos: Malcon Robert



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