Salvador sediou, no dia quatro de novembro deste ano, no auditório da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), o seminário de debate para garantir mais recursos destinados à Ciência, Tecnologia e Inovação para a região. Além do ministro Aloísio Mercadante, do ministério de Ciência e Tecnologia, participaram do evento secretários dos nove estados nordestinos e representantes de universidades públicas e privadas do Nordeste.
Visando futuros investimentos na região, o ministro Mercadante disse que o nordeste brasileiro precisa de um plano diferenciado de desenvolvimento científico e tecnológico. “Nós estamos concluindo a estratégia nacional de ciência, tecnologia e inovação para o período 2011/2015 e queremos agora desenhar estratégias específicas para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste”, afirmou.
Deputados federais e estaduais prestigiam debate sobre investimentos em tecnologia
Durante o seminário, foi entregue ao ministro um termo de referência para a construção de um Plano de Desenvolvimento Científico e Tecnológico destinado ao Nordeste, elaborado pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados Federais, juntamente com a bancada de deputados estaduais do Nordeste.
"Tem muita coisa acontecendo na Bahia. São vários projetos de pesquisa coordenados a partir do estado como a ciência do mar. Um dos equipamentos que queremos dar prioridade é um radar tecnológico, porque a Bahia precisa ter uma cobertura melhor das chuvas e prevenção mais eficiente contra os desastres naturais", afirmou Mercadante.
Já o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI), Paulo Câmera, destacou que o esforço da bancada do Nordeste, em conjunto com as secretarias estaduais, deverá ser o primeiro caminho para a correção da grande desigualdade do desenvolvimento da ciência e da tecnologia existente no Brasil. “A defasagem em relação ao sul, se é grande em termos de economia, na área de ciência e tecnologia é dez vezes maior”, afirmou o secretário.
Para Câmera, o fio condutor do desenvolvimento da CTI na Bahia é o Parque Tecnológico. “Este parque atuará, principalmente, na área de biotecnologia, onde está a nossa experiência. Temos o maior número de mestres e doutores do Nordeste, além de um vasto semi-árido a pesquisar. Então, nossa concentração deverá ser nessa área”.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Estado.
Créditos: Núcleo de Comunicação e Cultura da UFBA
Créditos: Núcleo de Comunicação e Cultura da UFBA



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