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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Tecnologia na fabricação de prancha de surf em Salvador ainda é limitada

Máquina Industrial usada para fabricação e desbastação de pranchas
Máquina industrial para fabricação de pranchas de surf, a Digital Surf Design – DSD já está inserida em uma das fábricas de Salvador. O equipamento, através de um programa de computador, permite desenhar diversas formas e medidas de uma prancha de surf. A máquina funciona através de um braço mecânico, que, com precisão milimétrica, desbasta os blocos de poliuretano já deixando um formato pré-shape (forma de prancha) com out line (saída de linha) cortado e bordas deitadas. A prancha é elaborada através do formato do bico, bordas, concave e até a rabeta. Essa máquina custa em média U$100,000 (cem mil dólares)
Em Salvador a tecnologia ainda só existe na fábrica da loja de surf e confecções, Mahallo. A empresa é uma rede de lojas de grande porte, e possui representantes em  Rio grande do Sul, Goiânia, Coritiba, Paraíba, Pernambuco, Belém, Minas , Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Manaus, Fortaleza e São Paulo.
A máquina leva em média vinte minutos para deixar no formato ideal dos blocos para os acabamentos, enquanto manualmente o fabricante leva em média de 4 a 5 horas. Porém, os principais fabricantes da cidade continuam elaborando as prancha de surf artesanal, através do paquímetro.
Um dos principais fabricantes de prancha de Salvador, Radar, que vende em média 400 pranchas por mês, ainda não optou pela utilização das máquinas. Ele acha que a demanda ainda é muito pequena para fazer um investimento tão alto. Radar explica que aqui na Bahia há muita desunião dos fabricantes. Segundo o empresário, o egoísmo é fator preponderante para impedir o avanço tecnológico das fábricas e dos surfistas baianos. Radar fornece pranchas de surf para o Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, além de exportar suas pranchas para Espanha e Portugal.
Digital Surf Design (DSD), Usada na fabricação de pranchas. Em Salvador apenas a loja Mahalo utiliza o equipamento
Para o Surfista profissional Armando Daltro, 38, que surfa como profissional há 28 anos e já foi campeão baiano, brasileiro e mundial na categoria WQS - Sub-profissional, as pranchas de surf do Sul são muito boas, não só pelo fato de existir máquinas Industriais, mas pelos materiais de primeira linha usados nas pranchas. O atleta lamenta a falta de um equipamento de tamanha precisão na elaboração de pranchas em Salvador, mas torce para que em breve os grandes talentosos fabricantes de prancha de surf da Bahia possam investir no que há de melhor para o surfista do estado.



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